23/09/2017

ORNATOS VIOLETA | 20 Anos de "Cão!"


15 de Setembro de 1997. Foi esta a data escolhida pelos Ornanos Violeta para o lançamento do seu primeiro disco. Há 20 anos a banda portuense lançava "Cão!"

O álbum vendeu aproximadamente 3 mil cópias e dele foram retirados três singles, "Punk Moda Funk", "A Dama do Sinal" e "Mata-me Outra Vez". O álbum Conta com a participação especial de Manuela Azevedo nas faixas "Líbido" e "Letra S".

Banhado pela aura funk que marcou os anos 90 no Porto, inspirando Pedro Abrunhosa, "Cão!" apresentava uma banda cheia de sangue na guelra, armada de canções tão fortes como "Punk Moda Funk" (na origem de "uma mini-polémica pela deixa "quero mijar"), "A Dama do Sinal" ou "Mata-me Outra Vez". O jeito narrativo das letras de Manel Cruz e a energia dos concertos "pescavam" aqui, os primeiros fãs.




HOMEM EM CATARSE | "Viagem Interior"


Chegou ontem às plataformas digitais e lojas o terceiro disco do projeto Homem em Catarse. "Viagem Interior" é composto por dezassete temas, com o nome de uma localidade que Afonso Dorido visitou. A viagem sonora tem inicio a norte, passando por Tua, Bragança, Vila Real, Régua e Lamego e termina no interior algarvio, em Monchique.

OS SUSPEITOS DO COSTUME | "Vol.1"


Os Suspeitos do Costume apresentam o álbum ”Vol. 1”, em formato digital. O primeiro single chama-se “A Culpa Morre Solteira”.

Os Suspeitos do Costume dizem: “é só um nome e como tal serve apenas para identificar um grupo de 7 amigos, que se juntaram para exorcizar a falta de paciência para aturar certa gente e certos jeitos e extravagantes comportamentos, que têm tornado esta terra numa coisa às vezes quase risível. E é aí que vamos! Com humor e ironia!”

Os “Os Suspeitos do Costume” são: Luís Oliveira (compositor, guitarra e voz), Pedro Malaquias (letras e vozes), Nanã Sousa Dias (metais), Simon Wadsworth (metais e teclados), Alexandre Alves (bateria) e Nuno Oliveira (baixo), Joaquim Monte (gravação e mistura).

VÍDEOCLIP | "Dramatic End" - Callaz


"Dramatic End", é este o mais recente single/vídeoclip para o EP "Beer, Dog Shit & Chanel N°5" de Callaz.

MOONSPELL | "1755"

22/09/2017

TOMARA | Discurso Direto


A primeira obra a solo de Filipe Monteiro aventura-se sob alter-ego Tomara e chama-se "Favourite Ghost". O disco está a partir de hoje disponível nas lojas. Este “novo eu” de Filipe Monteiro não serve trocadilhos, antes balanceamentos pessoais viscerais, oferecidos limpos e a promoverem uma edificação imagética que se desenha com imediatez no nosso corpo. Num serpentear de temas instrumentais e outros cantados - nestes narrativas sobre os que o salvam e oxigenam -, vamos de cabelos ventados por estradas largas, desertos parcamente despidos, primaveras e planetas belos carregados de uma melancolia reflexiva. Hoje em "Discurso Direto" é meu convidado Filipe Monteiro.

Portugal Rebelde - Depois de muito tempo dedicado a projetos diversos, este “Favourithe Gost” é o resultado de um trabalho de mestria de “relojoeiro”?

Filipe Monteiro - Mestre não diria. Mas sou minucioso, exigente e rigoroso nas coisas que me proponho fazer. Às vezes até demais. Mas é daquelas coisas que se aprende a viver com isso porque não tem remédio.

PR - De que é que nos falam as canções deste disco?

Filipe Monteiro - Fundamentalmente falam de amor, medo e de Futuro. São alguns exorcismos pessoais, mas de olhos postos no que está por vir. Acho que é um disco bastante introspectivo e contemplativo.

PR - "Coffee And Toast" foi a primeira canção revelada deste “Favourite Ghost”. Este é o tema que melhor caracteriza o espírito deste disco?

Filipe Monteiro - O disco tem vários momentos distintos, mas que fazem parte dum mesmo mapa, que sou eu. A “Coffee and Toast” será talvez uma das canções que melhor prepara o ouvinte para o que de diferente existe no disco. É um bom elo de ligação e uma canção muito importante para mim.

PR - Numa frase como caracterizaria este “Favourite Ghost”?

Filipe Monteiro - Sou eu, com 38 anos, a sonhar o Mundo com a segurança e a tranquilidade e o Amor que me rodeia permitem. É mais fácil falar dos fantasmas e olhá-los nos olhos assim.

PR - Depois da edição deste álbum, há planos para apresentar as canções deste disco em palco?

Filipe Monteiro - Claro que sim. A seu tempo revelarei mais detalhes. Não me passa pela cabeça não levar este disco e o seu universo imagético para palco. É aí que tudo faz mais sentido.




MONDAY | "30 Years"


"30 Years" é o nome do segundo tema de avanço do disco de estreia de Monday, novo projecto de Cat Falcão, metade do duo Golden Slumbers. O tema surge uns meses depois do lançamento de «Yo-yo» - incluído na colectânea Novos Talentos Fnac 2017, bem como em várias playlists de rádios nacionais.

As canções de Monday, cujas letras têm tanto de autobiográfico como de ficcional, foram escritas por Cat Falcão, muitas das quais durante um período, entre discos de Golden Slumbers, em que viveu em Londres. Neste conjunto de canções, partindo das bases e influências folk da Cat, são exploradas novas sonoridades, mais eléctricas e, a espaços, experimentais.

O disco, que será editado no início de 2018, conta com a produção de António Vasconcelos Dias (Benjamim, Julie and the Carjackers, Tape Junk) e a banda que acompanha a Cat é composta por António Vasconcelos Dias na guitarra, Nuno Simões (David Fonseca) no baixo, Sérgio Nascimento (Sérgio Godinho, Deolinda, David Fonseca) na bateria e Zé Guilherme Vasconcelos Dias (Golden Slumbers, Flak) nas teclas.

Monday atua no Festival Silêncio, no dia 29 de Setembro, às 23.15h, no Sabotage Club, em Lisboa (evento), num concerto com entrada livre. Estará também presente no Festival Aciprestes, em Linda-a-Velha, no dia 6 de Outubro.


JANEIRO SESSIONS!


Janeiro, um dos nomes da nova música nacional a memorizar, que conta já com um EP editado e prepara-se para em 2018 lançar o seu longa duração de estreia, apresenta o seu novo projeto: "Janeiro Sessions" que conta com convidados de luxo, como Miguel Araújo, Salvador Sobral e Ana Bacalhau. Esta é uma web series idealizada e desenvolvida pelo próprio, onde em cada episódio convida um artista para a sua sala, para uma pequena conversa e duas canções - uma sua e outra do artista convidado.

Janeiro disponibilizou o primeiro episódio de Janeiro Sessions no seu canal de YouTube que conta como convidado Miguel Araújo que prontamente aceitou o convite. Os próximos episódios serão disponibilizados mensalmente e terão como convidados Salvador Sobral, Ana Bacalhau e outros artistas que serão mais à frente revelados.

Janeiro explica que "podem esperar destas sessões momentos informais onde dois artistas se reúnem numa sala, conversam e tocam dois temas de forma descomprometida. Os artistas foram escolhidos pela minha ligação emocional e musical, são artistas que admiro e que são uma referência para mim e me definem enquanto músico e compositor."

Janeiro, natural de Coimbra, tem-se revelado, cada vez mais, como compositor e músico, com formação em Jazz no Hot Clube De Portugal e em Musicologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas. 

Com influências que vão desde o rock até à bossa nova, passando pelo jazz e música clássica, Janeiro tem uma visão muito clara sobre o caminho a percorrer. Quer continuar a crescer como artista e apresentar canções pop elegantes e sofisticadas que reflitam a vida de todos nós e que, ao mesmo tempo, o identifiquem.


JÚLIO PEREIRA | "Praça do Comércio"


É hoje posto à venda o novo trabalho discográfico de Júlio Pereira, intitulado “Praça do Comércio”, apresentado nos formatos LP e CD.

O vinil - com capa em formato gatefold - foi tornado num objecto de arte, sem texto, apenas contendo as ilustrações originais que Carlos Zíngaro criou para todos os temas do álbum. Uma edição limitada a 1.000 exemplares numerados.

Do CD faz parte um livro de 112 páginas (em português e inglês), com textos de Rui Vieira Nery, Manuel Morais, João Luís Oliva e Nuno Cristo, contendo ainda um guia de acordes e partituras.

O instrumento protagonista deste 22º disco de autor é o cavaquinho e onde, pela primeira vez, Júlio Pereira toca o seu parente Madeirense – o braguinha. Nele participam, além dos músicos que habitualmente o acompanham – Miguel Veras e Sandra Martins – vários instrumentistas de que se destacam, o canadiano James Hill (ukulele), José Manuel Neto (guitarra portuguesa), Pedro Jóia (viola) e Norberto Gonçalves da Cruz (bandolim). Colaboram, ainda, com as suas vozes, António Zambujo, Olga Cerpa (Espanha), Chney Wa Gune (Moçambique), Luanda Cozetti e outros.


CARMINHO CANTA TOM JOBIM

21/09/2017

AMÁLIA | "Coliseu de Lisboa, 3 de Abril de 1987"


"A 3 de Abril de 1987 Amália faz o seu segundo concerto a solo em Lisboa. O primeiro tinha sido apenas dois anos antes, também no Coliseu dos Recreios, e mais de três décadas (pasme-se!) após ter começado a fazê-los por todo o mundo – também nessa dimensão concertística que acrescentou ao Fado, o percurso de Amália foi pioneiro e irrepetível.

Desde o seu início em 1939, a carreira nacional de Amália e o público lisboeta não podiam deixar de sofrer com a mentalidade tacanha vigente, que não reconhecia num fadista a dignidade artística suficiente para o recital, reservando ao fado e aos fadistas o “castiço” da verbena ou da casa de fados, a atracção de revista ou a festa de homenagem (onde, ao lado de artistas de outros géneros até poderia estar envolvido num concerto). 

A seguir ao 25 de Abril, também alguma cegueira política, que desprezava o fado e, muito em particular, a grandeza de Amália, tentou colá-la de forma indelével ao regime anterior, justificando-se apenas nalguma simpatia que a cantora por ele tivesse tido e, acima de tudo, fazendo tábua rasa do seu ímpar protagonismo na história da música popular no mundo. 

Se pensarmos nessa pouca noção que, ainda hoje, se tem por cá de Amália ter sido uma das maiores cantoras universais, foram escassas as homenagens que Portugal lhe ofereceu, destacando-se pela sua importância a que o Presidente da República Mário Soares lhe prestou, distinguindo-a com a Grã-Cruz da Ordem de Sant’Iago da Espada, com o especial simbolismo de ter sido conferida em cena aberta, neste mesmo Coliseu, em 1990. 

O preço dessa demora de quarenta anos foi Amália só ter dado concertos em Lisboa numa fase já distante do seu apogeu vocal. Amália já tinha ultrapassado os 60 anos e ninguém esperava que tivesse conservado a voz dos anos sessenta, mas dominava ainda tudo o resto que tinha feito a sua arte, sendo esse timbre já desvanecido, apenas uma das faces (talvez a mais brilhante) do todo que era o seu génio.

O público de 1987 aplaudiu à loucura não apenas a imagem que tinha de Amália, mas a própria cantora, ainda perfeita na percepção do ritmo de um espectáculo e atingindo, pela avassaladora comunhão que conseguia com esse mesmo público, alguns dos momentos mais emotivos da sua carreira. Aplaudiu também a voz dos anos oitenta, capaz de tantos prodígios, e cujo timbre lhes dava uma dimensão ainda mais trágica da finitude. 

Também o gosto pelos desafios se mantinha em Amália. No Coliseu, a 3 de Abril de 1987, perto dos 67 anos, faz duas estreias absolutas: “Soledad”, um fado de Alain Oulman e “Arraial de Santo António”, uma marcha acompanhada por um agrupamento inédito num concerto seu, o cavalinho. E canta dois fados que não tinham sido ainda publicados em disco: “Prece” e “Obsessão”. Passados trinta anos sobre essa noite, ei-la de novo, pela primeira vez na integralidade e com o som original, captado por Hugo Ribeiro e preservado em bobines multipista no arquivo da Valentim de Carvalho.

Quem nunca assistiu ao vivo a um concerto da Amália (e eu nunca assisti a nenhum), só pode ter uma vaga ideia das emoções que neles eram vividas, ou delas ter um vislumbre, através das gravações. Estes registos dão-nos a prova física da capacidade do seu génio e a matéria para podermos continuar certos do impacto que teve nos seus contemporâneos. Mas é também possível conseguir viver isso ainda, de forma real, apenas através do som gravado." (Frederico Santiago)

NOVA ARCADA BRAGA BLUES


Pela primeira vez na história, Braga tem um Festival internacional de Blues. Fruto da paixão de Budda Guedes e Micha Rudowski pelo Blues, o Nova Arcada Braga Blues conta com a programação da editora bracarense Mobydick Records.

Feito em Braga para Braga, este festival pretende ser uma celebração do género, nas suas mais variadas facetas, com uma fortíssima componente de criação de públicos.

De forma a envolver a cidade, o Festival acontecerá em múltiplos locais emblemáticos, e com o apoio indispensável do Nova Arcada Centro Comercial e da Câmara Municipal de Braga.

O Festival que culmina com 3 espectáculos imperdíveis no Theatro Circo em dois dias, estende-se por uma semana, tendo início a 27 de Outubro e terminando a 3 de Novembro. 

Além do centro Comercial Nova Arcada, o Blues marcará presença em alguns dos mais importantes clubes de música ao vivo da cidade de Braga, como o Station Blues, o Pelle e o Setra, e, nos principais cafés centrais : A Brasileira e o Ferreira Capa. Também nas escolas de Música Salão Mozart e Escola de Jazz de Braga.

Favorecendo a diversidade e a criação de públicos o festival disponibiliza workshops, entrevistas e concertos. Devido à natureza ecléctica dos eventos os preços de entrada variam, sendo a maior parte gratuita.

+ Info:

THEM FLYING MONKEYS | "When Pigs Had Wings"


Depois de "Molly" e "Halos" os dois primeiros singles de "Golden Cap" e de um 2017 com mais de 40 datas de onde se destacam os concertos no Indie Music Fest ou no Musicbox, os Them Flying Monkeys lançam agora o terceiro single do álbum que saiu em Fevereiro. "When Pigs Had Wings" vem acompanhado de um novo videoclip, realizado por Francisco Mineiro.

No video, o tempo parou, mas não para todos. Enquanto alguns contemplam desnorteadamente os céus, outros reencontram-se por trilhos familiares. "When Pigs Had Wings" é uma viagem incerta às lembranças de quem não parou no tempo.


CARTAZ | Concerto

O OUTONO DO GAJO

20/09/2017

DEAR TELEPHONE | "Slit"


Feito de uma mistura fina entre tensão e contemplação, "Slit" é o tema de apresentação do novo álbum de Dear Telephone. A câmara de André Tentúgal revela esta ambivalência, prendendo os músicos em planos duros e estáticos, para logo perseguir os seus olhares entre a névoa de lirismo. Em fundo, como sempre, a cidade - agora, mais perto do que nunca.

“Cut” será editado em vinil no dia 27 de Outubro pela PAD e os primeiros concertos confirmados são dias 26 e 27 de Outubro no Theatro Gil Vicente em Barcelos.

Em 2011 os Dear Telephone surpreenderam-me com uma canção chamada “Close my Eyes”, uma das mais felizes versões de Arthur Russel que alguma vez chegaram aos meus ouvidos. O espaço que o tema criava, pela sua parcimónia e sofisticação, transportava-me sempre para um lugar especial.

Os primeiros segundos de Cut, segundo longa duração dos Dear Telephone, anunciam um rumo diferente e transportam-nos para outro lugar. Continuando a explorar sabiamente as subtilezas do formato canção, a música do quarteto tornou-se mais expansiva e direta. E mais
americana que britânica. Talvez por isso, estranhamente, mais exigente para dela retirar toda a riqueza subjacente. Mas rapidamente nos sentimos recompensados por nos deixarmos envolver.

Neste novo lugar dos Dear Telephone os uníssonos desapareceram e o André recuou para a Graciela, como na belíssima capa, avançar e assumir a voz do grupo. A música ganhou mais espaço para respirar e divagar, mas o toque para as canções eficazes permanece intacto (“Automatic” e “Turnover”) mantendo a capacidade para, dentro do mesmo tema, nos transportarem à estratosfera para depois, suavemente, nos fazerem aterrar, como em “Cut”, “Nighthawks” ou “Slit”. E temos também convidados, que nunca soam excessivos ou redundantes, trazendo argumentos novos à sonoridade da banda. 

Ouça-se a espantosa “View”, aprumada peça coral pop, ou os belíssimos arranjos de saxofone em “Fur”. A música dos Dear Telephone continua a ser um lugar especial. Aproveitemos para nos deixar levar.” (Luís Fernandes)

CAVE STORY EM CONCERTO


Percorrido Portugal de lés a lés com o EP de estreia na calha, os Cave Story preparam-se para levar a sua narrativa rupestre para outras paragens — “West” é o horizonte da banda das Caldas da Rainha, que vive o Ocidente, em Portugal e na Europa, como condição geográfica extrema, e encontra nestas canções o meio para expurgar medos e tédios. 

Agora com um novo enfoque nas cadências e ritmos pós-punk, o indie rock do trio desabrochou para uma pop orelhuda, onde as cores garridas destilam desprezo pelas lamentações juvenis, exactamente como exige a urgência e a rebeldia do rock.

Ao longo de doze canções, a pop dos Cave Story rasga sorrisos num bate-pé incessante, onde as intenções de tratantes como The Fall são expurgadas em revoluções dançantes de post-punk. Conforme ditam as regras, o trio faz questão não seguir directrizes.

Gravado nas Caldas da Rainha pela própria banda (excepto os temas “Body Of Work”, gravado nos estúdios Valentim de Carvalho em Lisboa com Luís Caldeira, e “Like Predicted”, gravado nos estúdios Sá da Bandeira no Porto por João Brandão), “West”, um conjunto de música que eleva as noções e canções rock a delícia pop, é a afirmação definitiva dos Cave Story no panorama nacional.

"Editámos o "West" em Novembro de 2016. O nosso disco de estreia está perto de celebrar o seu primeiro ano de vida. Quando nos convidaram para tocar no Musicbox dia 21 de Setembro, pensámos que teria de ser especial. Uma celebração do ano que tivemos, das voltas que fizemos, por este e por outros países, e a melhor maneira de encerrar um ciclo para começarmos outro.

 E esse é o plano. vamos percorrer o EP "Spider Tracks'"e o LP "West2 da primeira à última canção. Quando sairmos do Musicbox na noite de quinta-feira, já estaremos a pensar nas gravações do nosso próximo disco. Estão convidados."


DIABO NA CRUZ | "Até Agora"


Os Diabo na Cruz anunciaram a edição de "Até Agora", uma caixa que reúne toda a sua discografia. Disponível a 6 de Outubro, "Até Agora inclui" os três álbuns de estúdio da banda - Virou!, de 2009, Roque Popular, de 2012, e Diabo na Cruz, de 2014, assim como o EP de 2010, Combate. Alguns destes títulos encontram-se esgotados nas lojas.

Alinhamento complexo da caixa "Até Agora".

Virou!

01. O Regresso da Lebre – Com Vitorino

02. Tão Lindo

03. Dona Ligeirinha

04. Os Loucos estão certos

05. Casamento

06. Bico de um Prego

07. Dom Fuas Roupinho

08. Fecha a Loja

09. Canção do Monte

10. Corridinho do Verão

11. Bom Tempo

Combate EP:

01. Eito Fora

02. Macaco de Imitação

03. Combate com Batida (com Sérgio Godinho)

04. Lenga Lenga

05. Gala do Amor Segredo

Roque Popular:

01. Bomba Canção

02. Baile na Eira

03. Sete Preces

04. Luzia

05. Estrela da Serra

06. Pioneiros

07. Chegaram os Santos

08. Fronteira

09. Siga a Rusga

10. Memorial dos Impotentes

Diabo na Cruz:

01. Duzentas Mil Horas

02. Ganhar o Dia

03. Moça Esquiva

04. Amélia

05. Ó Luar

06. Vida de Estrada

07. Verde Milho

08. Mó de Cima

09. Azurvinha

10. Saias

11. Armário da Glória

12. Heróis da Vila

PERCURSOS SONOROS | Oliveira de Azeméis

DOURO JAZZ 2017

19/09/2017

ALDINA DUARTE | “Quando Se Ama Loucamente”


Quando a forma faz jus ao conteúdo, temos um disco escrito por Aldina Duarte - “Quando Se Ama Loucamente” - um elogio da paixão, que nasce da oferta de um tema inédito de Manuel Cruz (Ornatos Violeta) a Aldina Duarte. 

Um tributo à escritora Maria Gabriela Llansol e um encontro do fado com diversas artes: fotografia, grafismo, pintura e literatura. Tendo como convidados especiais, Hélia Correia, João Barrento, Maria do Rosário Pedreira e Pedro Cabrita Reis.

 “Quando Se Ama Loucamente” tem edição agendada para o próximo dia 13 de Outubro!

BRAGA MUSIC WEEK 2017


A música bate novamente à porta, desta vez na forma de uma mâo morta e é sem medo que a deixamos entrar. De 29 de Setembro a 7 de Outubro, a cidade recebe a quinta edição da Braga Music Week, celebrando os 25 anos do álbum “Mutantes S.21” da mítica banda bracarense Mão Morta.

Na edição de 2014, os Mão Morta encerraram o festival com um concerto de casa cheia. Neste ano de 2017 dão o mote ao festival, com a sua presença a fazer-se sentir na imagem e na programação, que inclui um concerto de homenagem à banda, com vários artistas da cidade a tocarem as músicas emblemáticas desse álbum de 1992.

A Braga Music Week mantém o conceito a que nos tem habituado: uma semana com 9 dias, durante a qual vários agentes culturais se unem para oferecer uma programação variada dedicada à música, distribuída pelos vários espaços da cidade que abrem as portas ao festival. 

Para além dos concertos, em espaços fechados e ao ar livre, a programação inclui sessões de cinema, quiz nights e até um campeonato de futebol do qual poderão sair novos projetos musicais, pois as equipas em competição são compostas por produtoras, editoras e festivais.

Entre as bandas que vão passar pelos palcos do festival podemos encontrar projetos da cidade tão diferentes como Ermo, que lançaram este ano o seu badalado álbum de eletrónica “Lo-fi Moda” e Ângela Polícia, que está a mexer com o mundo do Hip-Hop português, e vários projetos de fora, como os imprevisíveis Conjunto Corona. Também Allen Halloween passará por Braga, para subir ao palco no último dia do festival.

Este evento organizado pela NAAM e BAZUUCA conta com o apoio da Câmara Municipal de Braga, Associação Comercial de Braga e agentes culturais como o GNRation, Theatro Circo, Ócio, Livraria Mavy, Projéctil e Um Ao Molhe. 

O que fazemos quando a mão morta bate à porta? Abrimos, é claro!

+ Info:

"AS CANÇÕES DE LEONARD COHEN" EM PALCO COM LOTAÇÕES ESGOTADAS


Na quinta-feira celebra-se o 83.º aniversário de Leonard Cohen e para comemorar a vida do músico canadiano. David Fonseca, Jorge Palma, Márcia, Mazgani (Sintra e Porto), Miguel Guedes e Samuel Úria juntam-se no mesmo palco para homenagear "As Canções de Leonard Cohen". 

Ao vivo, estes músicos aclamados do panorama musical português vão interpretar as suas canções de eleição do vasto e rico repertório do cantor, compositor e poeta que faleceu no dia 7 de Novembro de 2016, um mês depois de ter editado o seu 14.º álbum de originais, "You Want It Darker".

Três dos espectáculos encontram-se já com lotação esgotada - quinta-feira, no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra; dia 27 na Casa da Música, no Porto; e dia 10 de Outubro no Cine-Teatro Louletano, em Loulé - restando apenas alguns ingressos para o concerto de dia 29 de Setembro no CAE Figueira da Foz, a última data d' "As Canções de Leonard Cohen" a ser anunciada.

A acompanhar David Fonseca, Jorge Palma, Márcia, Mazgani (apenas em Sintra e Porto), Miguel Guedes e Samuel Úria estará o colectivo de músicos formado por Pedro Vidal, na direcção musical e nas guitarras; João Correia, na bateria; Nuno Lucas, no baixo; João Cardoso, nas teclas; e Paulo Ramos e Orlanda Guilande, nos coros.

Com produção do Bairro da Música e a chancela da Embaixada do Canadá em Portugal, estes quatro espectáculos intitulados "As Canções de Leonard Cohen" apresentam-se como uma homenagem ao autor de canções como "Dance Me To The End Of Love", "Bird on The Wire", "Hallelujah", "I'm Your Man", "Sisters of Mercy" e "So Long, Marianne".

ASTROLÁBIO | "Viver de Lobo"


Astrolábio é um projecto de Carlos Mendes, músico de Alcácer do Sal. O Astrolábio é um instrumento utilizado na idade média por navegadores para se orientarem em alto mar. Serve aqui como metáfora para caracterizar a nossa necessidade de orientação nas sociedades modernas e na crescente dificuldade em assumirmo-nos enquanto indivíduos.

"Viver de Lobo" é o tema que introduz o disco homónimo [Astrolábio] com edição prevista para Novembro. O tema aborda a dificuldade em viver à margem dos cânones sociais onde somos pressionados tomar opções que convirjam com o actual modus vivendi burguês. A dificuldade do indivíduo em ser divergente numa sociedade onde tudo converge para ser igual. O tema foi masterizado em Londres, nos Abbey Road Studios, por Alex Wharton [ Rufus Wainwright; Paul McCartney ].

EU FÚRIA | Popular de Alvalade


"Não Temo Nada" é o single de apresentação do álbum de estreia de Eu Fúria. A banda de Alvalade está agora em estúdio e tem o seu primeiro longa duração previsto para o primeiro trimestre de 2018.

O trio vai apresentar-se ao vivo no dia 6 de Outubro no Popular Alvalade, onde irá apresentar não só "Não Temo Nada" como temas mais conhecidos do público como "Tudo o que Fizemos" ou "Dias Contados".

ARTE FORA DO SÍTIO | Matosinhos

DONA ELVIRA | Sintra

18/09/2017

BRASS WIRES ORCHESTRA | "Icarus"


Este Outono traz consigo o novo álbum dos Brass Wires Orchestra (BWO), o tão aguardado sucessor de "Cornerstone", o primeiro registo de originais do sexteto. A troca da folhagem e a mudança das cores tecem de forma perfeita o mote para esta transição de identidade musical.

"Icarus" chegará às lojas em Outubro e, apesar de explorar os mesmos instrumentos do trabalho anterior, fá-lo numa perspectiva de renovação, de profundidade e procura de novos sons e texturas originais.

O conto mitológico de Icarus foi a premissa para a mentalidade geral do grupo, antes de entrarem em estúdio: "fail big or go home". Produzido pelos BWO, o disco foi gravado por Makoto Yagyu e Fábio Jevelim nos estúdios HAUS. O concerto de lançamento de "Icarus" em Lisboa está agendado para 16 de Novembro no Musicbox.

O primeiro single "Youth" é o estandarte deste disco e resume sucintamente a nova linguagem dos BWO. O tema faz uma radiografia social atacando a óbvia alienação que provém do abuso da tecnologia e redes sociais.

O video oficial, realizado por Filipe Correia dos Santos, consegue retratar de forma inteligente a letra da canção. O filme roda à volta do protagonista José Mata e da sua busca interior. A acção mostra um libertar de convenções impostas e de estereótipos, o sair da sua bolha para entrar numa situação desconhecida ou esquecida, a estranha e libertadora sensação de se sentir genuíno.


VÍDEOCLIP | "Jugoslávia" - TIPO


Depois do single de apresentação “Acção-Reacção”, Salvador Menezes mostra-nos agora um lado mais pop com a canção “Jugoslávia”.

Gravado e misturado por Luís “Benjamim” Nunes, este segundo single conta mais uma vez com a participação de Tomás Sousa na bateria (You Can’t Win, Charlie Brown e Minta & the Brook Trout).

O videoclip foi produzido pelos "We Are Plastic Too" com direcção de fotografia do João Souza. Numa linguagem e conceito que nos deixa de "pernas para o ar" o TIPO leva-nos numa viagem pela antiga Jugoslávia, do Reino à República Federal.

Co-produzido por Salvador Menezes, Luís Nunes e Afonso Cabral, o álbum terá o selo Pataca Discos com o apoio da Vodafone FM e a GDA.


LA NEGRA | "Primeiro Amor"


Contam-se quase 10 anos de carreira enquanto actriz, cantora, criadora e encenadora. De Portugal ao Brasil, de Angola à Alemanha, Sara Ribeiro tem vindo a surpreender públicos um pouco por todo o mundo com um legado de trabalhos e criações de uma intensidade ímpar, de um lirismo e de uma poética cada vez mais rara. Vocalista, letrista e fundadora da banda Los Negros, Sara Ribeiro prepara agora o seu primeiro concerto a solo: La Negra.

La Negra apresenta-se junto das suas sombras. Sombras que se transformam em mitos e canções, histórias de mulheres e sobre o feminino. Em concerto para voz e piano, Sara Ribeiro levanta agora o véu sobre o primeiro single: o "Primeiro Amor", já disponível online.


MANO A MANO | "Super Mario"


Mano a Mano é o duo formado pelos irmãos André e Bruno Santos, dois guitarristas com um vasto percurso musical, maioritariamente no estilo Jazz, onde são considerados dois dos mais importantes músicos a nível nacional.

Neste duo, que resulta de uma forte empatia entre os dois irmãos, a escolha de repertório é baseada em originais escritos ou adaptados especificamente para este o duo, e arranjos de canções de autores como Tom Jobim, Chico Buarque, Max, Jim Hall, Irving Berlin ou Thelonious Monk, que os manos foram descobrindo e partilhando ao longo dos anos.

O primeiro disco, editado em 2014 de forma independente com o apoio de uma campanha de crowdfunding muito bem sucedida que contou com cerca de uma centena de participantes, foi apresentado em diversas salas do país num total de cerca de 40 concertos, e gerou várias críticas nacionais e internacionais.

Para este segundo disco, “Mano a Mano Vol. 2”, os manos Santos focam-se somente no “duelo” de guitarras, com repertório dinâmico, que incorpora momentos de virtuosismo, elegância e humor, explorando as inúmeras possibilidades deste formato. 

Dando primazia ao som acústico, André e Bruno exploram várias formas de diversificar os seus arranjos, usando, por exemplo, processamento de som (reverb, wah-wah, distorção, loops, pitch-shifter e outros.) e técnicas percussivas. Outra das novidades é a inclusão do Braguinha/Machete em alguns temas, um instrumento tradicional madeirense, da família dos cavaquinhos, que para além de criar dinâmica no repertório, explora e incita a novas abordagens neste e noutros cordofones tradicionais.

Com o objetivo de tornar o duo ainda mais sólido em todas as vertentes, musicais e não-musicais, e com isso cativar novo público, o espetáculo ao vivo aliará a parte musical à visual. À imagem de marca de Mano a Mano, que consiste numa guitarra para cada lado, em formato V, resultado de André ser esquerdino e Bruno ser destro, juntar-se-á um cenário, como se os manos recebessem o público em sua casa, na sua sala-de-estar, onde tudo começou há cerca de 20 anos. 

A execução dos temas, o diálogo com o público, contextualizando e explicando o conceito do grupo e repertório escolhido, é assim apresentado num ambiente descontraído e familiar, tornando este formato mais acessível para público menos habituado a música sem palavras.

Mano a Mano é parte fundamental no percurso artístico de André e Bruno Santos, porque aqui se exprimem de forma orgânica, sem restrições de estilos, onde para além de uma química musical muito forte e bem trabalhada, existe uma empatia pessoal e toda uma história de irmãos que se transmite naturalmente nos concertos.

“Mano a Mano Vol. 2” tem edição agendada para o próximo dia 13 de Outubro!


FESTIVAL ACADÉMICO DE LISBOA


A FAL representa aproximadamente 65 mil estudantes das maiores instituições de Lisboa, pautando “a sua atividade pela produção de matéria política, cultural, recreativa, sem esquecer a Responsabilidade Social”: (João Rodrigues, Presidente FAL).

Ao longo dos anos a FAL já produziu um livro de estratégia política, organizou os Campeonatos Nacionais Universitários, criou um Campo de Férias para crianças de bairros mais desfavorecidos, entre outras iniciativas. Criou agora o Festival Académico de Lisboa que “vem dar resposta à falta de ligação entre os estudantes e os seus representantes, trazer uma nova dinâmica para a cidade e aproximar a Academia da população que os vai receber”. (João Rodrigues, Presidente FAL)

O Festival Académico de Lisboa são dois dias de muita diversão, convívio, música e não só, para receber da melhor forma os estudantes acabados de chegar à capital. O recinto escolhido pela FAL é uma novidade para os estudantes de Lisboa. 

A escolha da Cidade Universitária pela localização central e localizção no coração da “vida académica”, é o resultado da relação de cooperação e proximidade entre a FAL, a Câmara Municipal de Lisboa e a EMEL. Os estudantes de Lisboa vão assim poder usufruir de um programa musical, cultural e desportivo bem no centro da sua vida estudantil.

O dia 29 de Setembro tem como especial atração a actuação de Virgul. É um dos nomes mais conhecidos a nível nacional, fez parte de grupos como Da Weasel ou NuSoulFamily e prepara-se agora para lançar o primeiro álbum a solo, do qual faz parte o último single que lançou e que já está a ter um sucesso incrível “Rainha”. Outros singles como “Só Eu Sei” ou “I Need This Girl” foram autênticos hits de rádio nos últimos anos, posicionando o artista como uma incontornável referência da música nacional contemporânea. 

O dia conta ainda com a presença de Piruka, a incontornável revelação do hip hop português, que acumula milhões de seguidores e “plays” nas suas músicas, os energéticos Putzgrilla que com hits como “Sentadinha” ou “Squeeze Me” têm tocado nos principais palcos nacionais e ainda Alpha Heroes, uma dupla de DJ’s em franca ascensão no mercado nacional.

Já o dia 30 conta com a presença de Dillaz, possivelmente o nome mais relevante do hip hop português actual que conta com hits como “Mo Boy” ou “Não Sejas Agressiva” e que lançou recentemente o álbum “Reflexos”. A música electrónica está a cargo do premiado DJ Ride, um dos melhores e mais internacionais DJ’s portugueses. 

O cartaz fica completo com a actuação dos promissores Wet Bed Gang, o colectivo de hip hop português que tem incendiado as redes sociais, somando recordes de visualizações no youtube e a banda nacional Trevo que tão bem misturam rock, punk e música tradicional portuguesa.

FESTIVAL CORDAS ENCERRA CONSTRUINDO FUTURA EDIÇÃO


Cordas, o festival de músicas do mundo, encerrou este domingo depois de oito dias de partilha de instrumentos de corda e músicos dos quatro cantos do planeta. A vila da Madalena, na ilha do Pico, abraçou este, o maior festival de cordofones do país. A audiência votou e quer mais Rafael Carvalho e a Viola da Terra na futura edição do Festival Cordas.

Momentos musicais inesquecíveis foram apresentados este ano com o israelita Eran Zamir que levou a audiência num percurso de milhares de anos de música oriunda do Médio Oriente, durante a sua hora de atuação; o mais galardoado guitarrista português, Ruben Bettencourt, deixou as audiências encantadas com a sua virtuosidade na guitarra clássica; o moçambicano Michel William, com sons inconfundíveis, e o brasileiro Maninho deram muitas saudades das suas origens e, com a suas viagens musicais, deixaram participantes a querer mais. O Cabo Verdiano Tcheka mencionou no palco do Auditório da Madalena que quer voltar à ilha montanha e realizar um video para a sua música. Yanan ofereceu-se para vir apresentar a arpa Guzheng, já que este ano trouxe ao Pico a Pi´pa, o instrumento mais antigo da China.

As audiências do Pico insistem para que a MiratecArts continue a trabalhar e apresentar o mestre da Viola da Terra dos Açores. A ideia mais votada, sábado à noite, foi para que o micaelense Rafael Carvalho passe a semana do Cordas a colaborar com todos os músicos visitantes ao festival adicionando, assim, o som da Viola da Terra, o instrumento mais açoriano que há, às sonoridades dos quatro cantos do planeta.

A segunda edição do Festival Cordas também foi marcada com a atribuição do Prémio Estrela "persistência e ousadia" a Luís Alberto Bettencourt pela sua carreira de mais de 40 anos de música, numa noite que viu o Grupo de Cordas Ilha Negra homenagear uma das maiores referências musicais açorianas com uma rapsódia das suas composições.

O Festival Cordas abriu com um cortejo de tocadores de instrumentos de corda das ilhas de São Jorge, Faial e Pico na MiratecArts Galeria Costa e encerrou com a apresentação de vários instrumentos numa viagem pelos sete chakras no palco da Praça da Madalena. João da Ilha apresentou as suas guitarras acústicas em "Som de Esferas", acompanhado por Vasco Ribeiro Casais, no cavaquinho, viola braguesa e nickelharpa, e, ainda, Eran Zamir juntou-se para adicionar os sons do Oud.

Para Terry Costa, diretor artístico da MiratecArts e fundador do Festival Cordas, esta edição foi um teste para o potencial futuro do festival. "Da primeira para a segunda edição do festival fomos de dois dias de palco na rua para seis dias no Auditório da Madalena, que é um espaço fabuloso com acústica da melhor que existe nos Açores, fomos de um cortejo no centro da vila para ocupar paisagens protegidas e locais emblemáticos na nossa vila, fomos de duas apresentações na escola para oito e fizemos workshops que viram mais de 400 crianças e jovens da Madalena a participarem. Fiquei com a ideia que podemos desenvolver estes parâmetros do Cordas e cada vez mais usar a música para a aprendizagem, dando a oportunidade para os residentes e visitantes desfrutarem destas experiências que nos levam a dar a volta ao planeta através da arte dos cordofones." E assim se inicia a construção da terceira edição do Festival Cordas, com o intuito de ultrapassar os cerca de 1500 espetadores acolhidos nesta segunda edição.

Festival Cordas é organizado pela MiratecArts com parceiro de apresentação a Câmara Municipal da Madalena e apoio da Direção Regional da Cultura.

FILIPE CABEÇADAS | “Bring Back The Man”


O músico algarvio Filipe Cabeçadas acaba de apresentar o seu primeiro registo O 1º single em nome próprio “Bring Back The Man” foi totalmente composto e tocado pelo próprio músico e leva um homem aos confins do seu ego musical e elogia a filosofia do absurdo de Albert Camus. Um ato narcisista, de afirmação da identidade fragmentada dos nossos dias. Um agradecimento simbólico ao passado e uma celebração da vida presente.

Foi a primeira canção que escrevi, depois de dois anos sem criar absolutamente nada. Numa noite quente, em que me apercebi que a frustração me tinha conquistado, enfrentei mais uma vez os fantasmas e derrotei-os com a música. Inevitavelmente, teria que cantar sobre um voltar e um revoltar prometido a mim próprio. No meio da confusão do espírito, veio a melodia. Ao som de uma voz amiga, reergui-me e voltei ao que era. Foi tudo em 15 minutos.

Depois de tudo imaginado, peguei nos instrumentos e gravei-os um a um no Boxer Studios, em São Brás de Alportel. Tive medo que a ideia imaginada não resultasse no real. Felizmente tudo casou, assim nasceu algo novo e simultaneamente veio de volta o homem que sou. Mas não se podia parar aí.
Para dar imagem cinematográfica ao tema, entrou em cena o realizador André Badalo, da Original Features que idealizou um videoclip sensualmente obscuro, com presença do conflito, da solidão e do ressurgimento. Deu o seu toque à minha música e o circulo ficou completo.”


17/09/2017

VÍDEOCLIP | "The Poet's Death" - Mazgani


Em antecipação a "The Poet’s Death", que chega já no próximo dia 29 de Setembro, Mazgani apresenta o seu segundo single. O tema-título do novo álbum chega acompanhado por um videoclip de Joana Linda.

A primeira vez que ouvi esta música senti uma urgência, uma necessidade de movimento constante, como se o protagonista da canção estivesse a fugir de alguma coisa. Depois de conversar com o Shahryar e de ele me falar um pouco sobre a letra, percebi que era essa a minha reação à morte. 

O vídeo é por isso uma fuga, uma fuga à morte, à nossa impotência quando confrontados com ela, e ao mesmo tempo uma constante busca pelo que está do outro lado, pelo que pode vir e existir. É sobre o momento em que as duas coisas se fundem.” (Joana Linda)


MIRROR PEOPLE EDITA EP DE REMISTURAS


Mirror People - o projecto do músico Rui Maia - está de volta com um novo EP, encabeçado por "Good Times", o mais recente tema retirado do álbum "Bring The Light" que foi editado no ínicio do ano. Com uma sonoridade entre o disco, funk e electro, foi composto e escrito por Rui Maia.

"Good Times" aparece também neste EP remisturado pelo produtor SaiR da Omega Supreme Records que assina uma visão mais Funk e leva o tema para um ambiente bastante diferente da versão original. Podem ser aqui encontradas também as remisturas de Mirror People e Rui Maia. 

Com uma reinterpretação mais dançável, a apostar numa sonoridade mais Disco, surge o próprio projecto Mirror People. Por sua vez, Rui Maia desconstruiu “Good Times” e apresenta uma nova versão mais longa e escura com alguns elementos de Techno.

Realizado por Vasco Mendes, o video foi filmado na cidade do Porto e conta a história de um robot que se diverte solitariamente, enquanto o seu criador, no conforto do seu lar, o comanda com recurso às novas tecnologias.


OUTONALIDADES | Circuito Português de Musica Ao Vivo


A 21ª edição do OuTonalidades – circuito português de música ao vivo começa já dia 21 de Setembro, com o concerto de Uxía & João Gentil no Espaço café-concerto do Cineteatro Alba, em Albergaria-a-Velha. Na semana seguinte, a catalã Núria Graham chega a Portugal para três concertos únicos nos dias 27, 28 e 29 setembro, no Cineteatro António Lamoso, Cineteatro Alba e Espaço d’Orfeu, respetivamente.

Semana após semana, os concertos sucedem-se e há mais nomes para descobrir ao vivo, de Portugal e não só. Lavoisier, José Valente, CRU, Joana Barra Vaz, Vaarwell, Moonshiners, First Breath After Coma, Golden Slumbers, Sofia Ribeiro, Andarilho 2.0, Surma, Rogério Charraz, Desbundixie dixie band, emmy Curl, Fado Violado, TochaPestana, Jorge da Rocha, Maria Monda e Toques do Caramulo são os outros portugueses programados nesta edição do OuTonalidades.

No mapa do OuTonalidades 2017, haverá paragens obrigatórias por Albergaria-a-Velha, Santa Maria da Feira, Estarreja, Águeda, Guarda, Viseu, Sever do Vouga, Ovar, Tavira e Famalicão da Serra. Em Espanha, as extensões do circuito passarão por Vic, Manresa, Luga, Zamora, Bueu, Santiago de Compostela e Lugo. E, pela primeira vez, o OuTonalidades chegará também a Malmö, na Suécia.

Esta circulação além-fronteiras do OuTonalidades é conseguida através de uma estratégia de colaboração com outros circuitos e festivais, alargando as oportunidades do circuito para além do outono. Regista-se já um desenvolvimento assinalável, gerando uma crescente promoção da música portuguesa além fronteiras, ao mesmo tempo que é conferido um traço cada vez mais internacional à programação do OuTonalidades em território português.

Chega agora o momento de, durante 13 fins-de-semana, o circuito português de música ao vivo voltar a palmilhar o país de lés-a-lés, através de uma alargada rede de Espaços abertos à diversidade das músicas que se fazem em território nacional, mas não só. 

O circuito é coordenado pela d’Orfeu AC em colaboração direta com inúmeros parceiros (Municípios, Teatros, Associações), na consolidação de uma grande rede de programação que junta grupos emergentes e reconhecidos, todos de inegável qualidade, resultantes de um processo que iniciou com 256 grupos candidatos a esta 21ª edição, dos quais se constituiu uma Bolsa de 112 grupos pré-selecionados e se chegou aos mais de 20 nomes que vão subir aos palcos do OuTonalidades 2017.

www.facebook.com/outonalidades

CARTAZ | Concerto

16/09/2017

PORTUGAL ALIVE | A Melhor Música Portuguesa à Conquista de Espanha


Após três edições de sucesso, a melhor música portuguesa da atualidade parte novamente à conquista do país vizinho. Durante dois dias, a 22 e 23 de Setembro, o festival Portugal Alive leva até às cidades de Madrid e Barcelona, respetivamente, os artistas portugueses Gala Drop, Senbible Soccers e Pega Monstro. O festival tem por objetivo a promoção da cultura portuguesa contemporânea junto do público espanhol e ainda a aproximação à comunidade portuguesa residente em Espanha. A entrada é gratuita para todos os concertos.

A rumar para a quarta edição, o festival Portugal Alive apresentou já concertos de alguns dos nomes mais respeitados da atualidade da música portuguesa. Em 2014, ano de estreia do festival, Dead Combo e B Fachada abriram as hostes para a conquista sonora portuguesa. Seguiram-se Noiserv, Capicua e Linda Martini em 2015 e peixe:avião, Da Chick e X-Wife no último ano. 

O festival tem-se apresentando sempre em duas cidades espanholas, Madrid e Barcelona, proporcionando uma dupla oportunidade a artistas portugueses para se darem a conhecer ao público português e espanhol.

A internacionalização da nova música portuguesa, composta por diversos géneros e estéticas que não unicamente o Fado, tem sido cada vez mais falada dentro e fora de portas, com artistas portugueses a serem foco de atenção da imprensa e de promotores internacionais. 

Recentemente, Portugal foi o país de destaque no festival Eurosonic Noorderslag, em Groningen, na Holanda, onde duas dezenas de artistas e grupos portugueses integraram uma plataforma de divulgação da música europeia, com concertos, conferências e encontros entre agentes da indústria musical de todo o mundo. Também o WOMEX, a maior plataforma mundial na divulgação das músicas do Mundo, tem prestado atenções a Portugal, tendo em 2016 apresentado concertos de Gisela João e Throes + The Shine, entre outros artistas portugueses.

O festival Portugal Alive é uma iniciativa do Cultura Portugal em Espanha.

BLOOM | Theatro Circo


"Tremble Like a Flower", o primeiro disco de Bloom (JP Simões), chega às principais plataformas de streaming e lojas online no próximo dia 22 de Setembro, depois de já ter sido disponibilizado no Bandcamp do artista

É apresentado ao vivo no dia seguinte (23 de Setembro), no Theatro Circo, em Braga, num concerto no qual JP Simões será acompanhado por Miguel Nicolau (Memória de Peixe), que partilhou a produção artística do disco, aqui na guitarra; António Quintino no baixo e contrabaixo; Marco Franco na bateria; Sérgio Costa no saxofone e na flauta; e João Gomes nas teclas.

ELA VAZ | "Eu"


Após dar rosto e voz a diversos trabalhos musicais na área do fado e da música popular, Ela Vaz aventura-se agora pelo seu próprio caminho. "Eu" é como se chama o primeiro disco d'Ela em nome próprio .

Para "Eu", Ela Vaz convidou um grupo de músicos e autores com créditos firmados: Filipe Raposo, Amélia Muge, Uxía, Miguel Calhaz, Viriato Teles, Ricardo Fino, Rão Kyao, Nuno Camarneiro e Rui Oliveira, além de Joaquim Teles (Quiné), que também assina a produção e a maioria dos arranjos. Além dos temas originais, Eu inclui ainda canções de José Afonso, José Mário Branco, João Afonso e Pablo Neruda/Victor Jara.

"Eu" é, assim, uma afirmação pessoal que aponta para o futuro sem voltar costas ao passado. Partindo da tradição musical portuguesa, Ela incorpora-lhe a urbanidade e cria uma linguagem musical própria, suficientemente vasta para incluir diferentes sons, palavras de épocas distintas, e individualizada o bastante para ser única.

NUNO DA CAMARA PEREIRA | ”Belmonte, Em Cantos Mil


Nuno da Camara Pereira dedicou a Belmonte o seu próximo CD -”Belmonte , Em cantos mil “através de uma viagem musical à primeira história trágico-marítima com o descobrimento do Brasil.

É o Fado em toda a dimensão da palavra que tão exemplarmente se pretende fazer transmitir neste novo trabalho que ora relança a consanguinidade e dimensão transatlântica da língua portuguesa.

RITA REDSHOES EM CONCERTO


Agenda:

16 de Setembro - Noites Ritual, Porto

30 de Setembro - S. Miguel (Açores)

14 de Outubro - Barreiro

23 de Novembro - Leiria

http://ritaredshoes.com

CLÁUDIA LEAL | "Quarto Crescente"

15/09/2017

GRANDFATHER´S HOUSE | Discurso Direto


Grandfather’s House edita hoje o seu terceiro disco "Diving", resultado de uma residência artística no espaço gnration (Braga), contando com as participações de Adolfo Luxúria Canibal, Nuno Gonçalves e Mário Afonso, na voz, teclados e saxofone, respectivamente. Grandfather’s House são hoje os meus convidados em "Discurso Direto"

Portugal Rebelde - Este disco é o resultado de uma residência artística no espaço gnration, em Braga. Como é que foi o processo de composição deste “Diving”?
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Grandfather´s House - O processo de composição foi na nossa sala de ensaios durante uns meses. Foi muito bom podermos juntar-nos durante esse tempo, desta vez com mais um elemento, Nuno Gonçalves (teclas), que trabalhou na composição de todos os temas connosco, e trabalhar em ideias que surgiram muito naturalmente. Quase não existiram ideias que levamos de casa, tudo o que conseguimos foi nesse tempo que passamos juntos a compor. Isso foi muito importante para que todos sentíssemos a construção do disco da mesma forma e para que resultasse num trabalho coeso.

PR - “Diving” é um disco com uma sonoridade mais densa?

Grandfather´s House - Talvez… Eu prefiro deixar os ouvintes do disco tirarem as suas próprias conclusões. Cada um ouve e interpreta as coisas de forma diferente, essa é a magia de um álbum ou de qualquer outro trabalho artístico. Ao meu sentir, a questão da temática do disco, influenciou a sonoridade também. De outra forma não faria tanto sentido.

PR - Há alguma temática, que percorre as canções deste disco?

Grandfather´s House - Sim. Este disco é dividido em três partes. Explora a temática das lembranças, memórias que pareciam adormecidas no subconsciente da personagem de que falam as letras, e que trazem tudo menos boas sensações com elas. A primeira parte, aborda essas recordações muito diluídas. A segunda, uma raiva, um estado depressivo — terminando com a terceira parte, que expressa a aceitação dessas memórias e de como tudo isso talvez a tenha tornado melhor e mais forte.

PR - Neste novo disco contam com participações de Adolfo Luxúria Canibal (Mão Morta), Nuno Gonçalves e Mário Afonso. Querem falar-nos um pouco destas colaborações?

Grandfather´s House - Colaboramos com imensas pessoas e artistas neste trabalho, o que é realmente um prazer enorme para nós! A ideia da residência artística no gnration surgiu com essa vontade de trabalhar com pessoas novas. Neste caso, destes três músicos, que participaram na voz, nas teclas e no saxofone, respetivamente, pensamos que seriam as pessoas ideais para o que pretendíamos. Além disso, trabalhamos com dois artistas visuais, Élio Mateus e João Novais, que fizeram um excelente trabalho no espetáculo de apresentação do disco no gnration!

PR - Qual é o tema que melhor carateriza o “espírito” deste “Diving”?

Grandfather´s House - A sonoridade dos temas evolui ao longo do alinhamento, por isso é difícil dizer. Posso referir o segundo tema “Drunken Tears”, não por pensar que carateriza o espírito do disco, mas simplesmente porque é uma música que todos gostamos muito de tocar, foi dos primeiros temas a ser composto e foi muito rápido.




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