22/11/2017

JORGE PALMA | “SÓ ao Vivo”


No próximo dia 1 de Dezembro é editado o álbum “Só ao Vivo” de Jorge Palma. Gravado em 2016 nos concertos de comemoração dos 25 anos do álbum “Só” - no qual encontramos muitos dos seus temas mais emblemáticos, como “Bairro do Amor”, “Frágil”, “Deixa-me Rir”, “Estrela do Mar”, entre outros - “SÓ ao vivo” inclui, além do CD, um DVD com temas ao vivo e apontamento documental.

O CD inclui os temas da edição original de “Só” - à excepção de “Jeremias, o fora da lei” - a que se juntam “O lado errado da noite”, “Passos em volta” e uma versão de “Avec le temps” de Leo Ferré. O DVD apresenta 7 temas gravados nos referidos espectáculos, em que além de repertório de Jorge Palma encontramos as versões de “Avec le temps” e “Bird on the wire”, esta última de Leonard Cohen.

A propósito de “SÓ ao vivo” escreve Jorge Palma no booklet da edição:

Acontece que no ano passado (2016), a propósito do 25º aniversário da edição de ‘Só’, disco de voz e piano gravado em estúdio como se fosse num recital sem audiência (cada canção interpretada do princípio ao fim, sem interrupções, colagens ou ‘over-dubs’), disco esse que tem vindo a merecer cada vez mais o apreço do público, surgiu a ideia de se realizar uma série de 6 concertos com base no mesmo conceito: um grand piano e eu, executando os temas de ‘Só’ e, já agora, muitos outros, desta vez em palco e para vastas audiências. 

O projecto resultou em pleno, foram noites intensas – duas no CCB (Lisboa), duas na Casa da Música (Porto), uma no Convento São Francisco (Coimbra) e a última no Teatro das Figuras (Faro) – e a todo o processo, desde o planeamento, organização e execução até à qualidade e minúcia do trabalho de conceição e projecção vídeo e captação de som e imagem, sem esquecer o entusiasmo do público, seguiu-se uma rigorosa fase de pós-produção, criação e execução de capa e interiores, enfim, tudo pensado e levado a cabo para que o objecto final – CD e DVD (com canções e alguns extras) – agora à vossa disposição, seja um motivo de interesse e satisfação para todos nós.”

No formato físico disponível apenas em digipack, “SÓ ao Vivo” mais que um registo é um documento de um dos mais brilhantes artistas da música portuguesa, editado no ano em que se assinalam os seus 45 anos de carreira.

Alinhamento:

CD

01. O meu amor existe

02. Com uma viagem na palma da mão

03. Na terra dos sonhos

04. Deixa-me rir

05. Essa miúda

06. Onde estás tu, mamã (canção de Lisboa)

07. Estrela do mar

08. À espera do fim

09. Bairro do amor

10. Frágil

11. Dizem que não sabiam quem era/ O fim

12. Só

13. Avec le temps

14. O lado errado da noite

15. Passos em volta

16. A gente vai continuar

DVD

01. Dá-me Lume

02. Essa miúda

03. À espera do fim

04. Bairro do amor

05. Avec le temps

06. Bird on the wire

07. Só

Extra: “A propósito de algumas canções, em discurso directo”

HER NAME WAS FIRE LANÇAM O ÁLBUM "ROAD ANTICS" EM VINIL


Depois do lançamento em Janeiro de 2017 pela Blitz Records, os Her Name Was Fire lançam agora "Road Antics" em Vinil e prometem conquistar a Europa com o seu Rock. O concerto do lançamento do Vinil está marcado para dia 2 de Dezembro no Popular Alvalade, em Lisboa.

Os fãs da banda que adquirirem esta edição limitada poderão candidatar-se a ganhar uma entrada num concerto exclusivo e intimista em Lisboa, numa data e local a serem anunciados aos vencedores por sms. O sorteio decorrerá no facebook do duo em http://www.facebook.com/hernamewasfire.

O Vinil encontra-se à venda na Loja Online da banda em: https://goo.gl/gufXUs ou então em concertos.


(UMA BANDA) RARA LANÇAM O PRIMEIRO VÍDEO


"Hoje queremos falar-lhe de uma banda rara. De uma banda que, por sua vontade, se chama RARA. E de quais os motivos para ser assim tão rara… Para já, e como começo de conversa, os RARA não se inscrevem – não querem inscrever-se – numa corrente, num género, num estilo ou numa tribo qualquer.

A sua música é uma viagem constante, e rara, por variadíssimas paisagens sonoras, embora sem nunca perder a sua consistência e a coerência que os músicos dos RARA – Andreia Carreiras (voz), Pedro Sereno (baixo), Bruno Coelho (bateria), Diogo Soares (teclas) e Sérgio Borges (guitarra) - lhe transmitem em cada momento.

Sempre livre, verdadeira, orgânica e espontânea, a música dos RARA pode ser, por facilidade, incluída no enorme caldeirão do rock alternativo, mas mesmo esta tentativa de definição está longe do que se ouve em cada uma e, muito menos, na totalidade das suas canções: uma constante aventura sonora em que várias vertentes do rock (do ácido e progressivo ao punk ou ao metal) encontram também a portugalidade do fado, o jazz, várias correntes electrónicas ou a música erudita e ambiental.

​Totalmente cantadas em português, as canções dos RARA contam com poemas de Andreia; poemas que falam quer de questões do universo mais pessoal da cantora quer do quotidiano, o difícil quotidiano que a todos nos rodeia. E inscrevem-se facilmente numa nova, e pujante, realidade musical portuguesa em que o quebrar de fronteiras, estilísticas ou outras, faz dela a nossa música do presente… e de um novo futuro (ainda) por inventar." (António Pires)


SALVADOR SOBRAL | Prémio European Border Breakers Award 2018


Salvador Sobral é confirmado como um dos vencedores dos European Border Breakers Award 2018, um prémio a nível europeu para artistas emergentes e que têm conhecido um excepcional nível de sucesso na Europa.

Em 2017, Salvador Sobral alcançou uma vitória recordista na competição Eurovisiva, e a primeira vitória de sempre de Portugal no Festival, com a balada “Amar Pelos Dois”, escrita e composta por Luísa Sobral, sua irmã. Em 2016 o cantor já havia lançado o seu álbum de estreia, “Excuse Me”, que o afirma como um talentoso escritor e compositor.

Sendo os prémios EBBA atribuídos a artistas, nacionais de um dos países participantes no programa da UE “Europa Criativa”, que atingem um nível de sucesso internacional à escala europeia no período entre 1 de agosto 2016 e 31 de julho de 2017, o percurso de Salvador Sobral destacou-se de forma clara para a organização que atribui estes prémios.

Os prémios EBBA celebram os novos artistas e os que se estabelecem além fronteiras, os que criam a música de hoje e do amanhã. De Dua Lipa (UK) a Alan Walker (Noruega), os vencedores dos EBBA representam alguns dos talentos que mais se destacaram recentemente na cena da música europeia.

A lista de vencedores inclui nomes como: Adele, Christine & the Queens, Stromae, Gabriel Rios, Hozier, Of Monsters and Men, Mumford & Sons, Aurora, Disclosure, John Newman, C2C, Tokio Hotel, The Script, Years and Years, Robin Schulz, Carnival Youth, MØ e Selah Sue.

Portugal já esteve representado na lista de vencedores dos prémios EBBA em 2010 com Buraka Som Sistema e em 2013 com Amor Electro, ambos distinguidos com o mesmo prémio que Salvador Sobral.

É cada vez mais claro que a Música Move a Europa (Music Moves Europe). Os EBBA são uma das formas de celebração da música contemporânea e popular europeia, que conecta artistas à indústria e aos fãs.

JOÃO GRANOLA | "A Todos (os que deixei na mão)"


"O convidado" é o primeiro EP de João Granola, alter ego de João Machado, músico que depois de integrar alguns projetos se lança pela primeira vez a solo.

Depois do primeiro single do tema "Amigo Vaivém", João Granola revela agora o segundo single/videoclip, "A todos (os que deixei na mão)".


FILIPE CATTO | "Canção de Engate"


Após lançar “Eu Não Quero Mais”, primeiro single de seu novo disco intitulado “Catto”, Filipe Catto divulga “Canção de Engate”, música de António Variações. O artista brasileiro conta como conheceu a obra do músico português, e como esta lhe serviu de inspiração para o seu novo trabalho.

Estava em Lisboa para um show no CCB e meus amigos me falaram desta canção do ícone Queer do Pop português, António Variações. Fiquei louco pela música e de lá pra cá eu virei fã. Lamentei sua morte precoce, me emocionei e dancei sozinho muitas vezes essa canção de madrugada. 

Quando voltei no início do ano a Portugal resolvi cantar a "Canção de Engate" como uma celebração do corpo e das possibilidades do amor. «O amor é um momento em que me dou e que te dás», fala a canção. Nunca isso me pareceu tão verdadeiro.’”

Nascido em Porto Alegre (Brasil), Filipe Catto apresentou-se pela última vez em Portugal no EDPCOOLJAZZ (passado mês de Julho). O músico conquista cada vez mais o público português nas suas apresentações ao vivo, em que consegue catapultar para palco toda a energia das músicas gravadas.

“Catto”, terceiro disco de Filipe Catto, tem edição via Biscoito Fino, editora que conta no seu catálogo com momentos clássicos de Chico Buarque, Maria Bethânia, Elba Ramalho, Simone, entre muitos outros artistas de renome da música popular brasileira.

O artista brasileiro regressa a Portugal já em Janeiro (dia 20) para um concerto especial no ciclo de Concertos Intimos do Cine-Teatro de Estarreja.


CONTA-ME HISTÓRIAS | Ciclo de Conversas-Concerto

BIRDS ARE INDIE | Salão Brazil

CARTAZ | Concerto

21/11/2017

MANO A MANO | Discurso Direto


Mano a Mano é o duo composto pelos irmãos André e Bruno Santos, guitarristas com um vasto percurso na área do Jazz. Aquilo que começou em casa, em jeito de brincadeira, tornou-se sério, foi ganhando forma ao longo dos anos e resulta agora no segundo trabalho discográfico dos manos, gravado a 1 e 2 de Julho no Paulo Ferraz Studio, no Funchal, cidade onde nasceram. Hoje em "Discurso Direto" desafiamos André e Bruno Santos para um Mano a Mano.

Portugal Rebelde - Que “duelo” é este que podemos descobrir neste novo disco?

Mano a Mano - Um duelo limpo mas onde vale tudo. Com a particularidade de no fim, ficarem os 2 de pé, sendo que o nosso “alvo” são as pessoas que nos ouvem e que nos vão ver ao vivo. Tentamos que se sintam em casa, como se estivessem na nossa sala, a ouvir música. Com toda a modéstia do mundo, boa música!

PR - Uma das novidades deste “Vol.2” é a inclusão do Braguinha/Machete em alguns temas. A que se ficou a dever a sua escolha para este disco?

Mano a Mano - O André andou nos últimos 3 anos a investigar sobre os cordofones madeirenses e eu fiquei curioso, e com vontade em incluir essas sonoridades no nosso duo. Não só por questões sentimentais, pela ligação às nossas raízes, mas porque se trata de facto de um lindo instrumento e isso permitia também dar alguma variedade tímbrica. Testámos num tema e percebemos que funcionava muito bem. Acabaram por ficar 2 temas com braguinha.

PR - Qual é o tema que melhor caracteriza o “espírito” deste Mano a Mano?

Mano a Mano - Talvez o último. Foi feito de raíz pelos 2, chama-se “Mano a Mano” e representa aquilo que é o projecto na sua essência, trabalho a 2 com muita experimentação e procura em fazer música bonita, que chegue às pessoas.

PR - Com o objetivo de tornar o duo ainda mais sólido em todas as vertentes, musicais e não-musicais, e com isso cativar novo público, o espetáculo ao vivo aliará a parte musical à visual. Querem falar-nos um pouco deste conceito?

Mano a Mano - Verdade. Vai ao encontro da nossa vontade em chegar próximo das pessoas. Sem perder a essência da nossa música, do que nos vai a alma, temos tido a preocupação em ter um bom espectáculo. Basicamente tentamos criar um aspecto de sala de estar, com mesa, cadeiras, um tapete bonito, candeeiros e outros apetrechos. Além disso, temos a preocupação de falar com o público, explicando e contextualizando a escolha do repertório e algumas histórias que nos ligam musicalmente e não só.

PR - No passado dia 11 de Novembro, apresentaram as canções deste disco no CCB, em Lisboa. Qual foi o "feedback" do público?

Mano a Mano - O concerto correu muito bem. Muita gente, grande onda na sala, muitos discos vendidos, muita gente a falar connosco no final, lindo cenário. Tudo na perfeição.

PR - Numa frase como caracterizariam este “Vol.2”?

Mano a Mano - É um disco muito bonito, tocado com muita alma e não deixará ninguém indiferente, principalmente se nos visitarem na nossa “sala de estar”.

VÍDEOCLIP | "Motion" - Peltzer


"Motion", é este o primeiro avanço para o álbum "Devisable" (2017) dos Peltzer.

NÁDIA SCHILLING | “Above the Trees”


Está a partir de hoje disponível o primeiro disco a solo de Nádia Schilling, “Above the Trees”. Gravado ao longo de dois anos, contou com a participação de Filipe Melo (piano), João Hasselberg (baixo), Bruno Pedroso (bateria) e de convidados como a cantora brasileira Marina Vello (Bonde do Rolê, Marina Gasolina, Madrid, Las Courtney Lovers) e os guitarristas João Firmino e Mário Delgado, entre outros.

As músicas deste álbum foram compostas numa velha guitarra acústica, após o período tumultuoso que se seguiu à morte da sua mãe. “Above the Trees” surge assim como um disco de uma escuridão subtil e invulgar, onde Nádia se expõe como forma de exorcismo de sombras e de catarse, mas também como um disco de memórias e um tributo.


THE GIFT NOMEADOS PARA MELHOR CAPA DO ANO COM O DISCO "ALTAR"


Já na sua 13ª edição, o prémio The Best Art Vinyl reúne a opinião global sobre o melhor da arte contemporânea e do design na música tendo-se tornado uma referência mundial no que diz respeito à divulgação, promoção e distinção das melhores capas de LP. The Gift estão nomeados em 2017 para melhor capa do ano pelo disco "Altar" com fotografia do australiano J.S. Birnie.

O vencedor do prémio The Best Art Vinyl de 2016 foi o 2º álbum "Everything You've Come Expect'"de The Last Shadow Puppets, criado pelo ilustrador e designer Matthew Cooper a partir de uma fotografia original de Tina Turner no final dos anos 60.

As votações estão abertas e é possível votar online AQUI.

VÍDEOCLIP | "Sozinho (feat. Tim)" - União das Tribos


"Sozinho" é a canção de abertura do álbum "Amanhã" da União das Tribos. Tim, a voz dos Xutos&Pontapés, participa com o grupo naquele que é o segundo single extraído do disco editado em Fevereiro passado.

Na tradição dos grandes grupos históricos do rock Português, “Sozinho” é uma canção balanceada pela secção rítmica, guitarras potentes e interpretação das vozes de Mauro Carmo e Tim, captadas pela câmara do Zé Pinheiro.

No dia 24 de Novembro a União das Tribos apresenta-se pela primeira vez ao vivo no Porto, na mítica sala do Hardclub. Nessa noite, estarão acompanhados por António Manuel Ribeiro (UHF) e os estreantes com a União, João Grande (Táxi) e Kalú (Xutos & Pontapés).

CASSETE PIRATA | Teatro de Vila Real

VOZES DO CANTE | Beja

20/11/2017

VÍDEOCLIP | "Este Corpo" - Cristina Branco


“Este Corpo” é o primeiro avanço para o novo disco de Cristina Branco. O disco intitulado “Branco” é editado em Fevereiro e tem apresentações marcadas para Lisboa (Teatro Tivoli) e Porto (Casa da Música), a 15 e 23 de Maio, respetivamente.

Cristina Branco assume-se cada vez mais como sinónimo de sofisticação, inovação e tradição. O reconhecimento notório refletiu-se no prémio atribuído pela Sociedade Portuguesa de Autores, em 2017, para “Melhor Disco”, referente ao álbum “Menina”, bem como a nomeação para Globo de Ouro na categoria de Melhor Intérprete Individual.

Os espetáculos de Lisboa e Porto ficam marcados como ponto fundamental da apresentação de “Branco”, título do próximo passo da artista, que tem na música da autoria de Filipe Sambado a sua primeira amostra. O vídeo para “Este Corpo” é da autoria de Joana Linda, que se juntou a Cristina Branco para um exercício estético do qual vão ser conhecidos mais 2 vídeos e fotografias da autoria de Linda.

O disco (editado pela Universal Music Portugal) conta com colaborações de nomes consagrados da música, como é o caso de Mário Laginha e Sérgio Godinho, a par de nomes como Jorge Cruz (Diabo na Cruz), André Henriques (Linda Martini) e Filho da Mãe, Kalaf (Buraka Som Sistema), Beatriz Pessoa, Nuno Prata, Peixe, entre outros.

Este novo trabalho da cantora, com arranjos do trio composto por Bernardo Couto (guitarra portuguesa), Bernardo Moreira (contrabaixo) e Luís Figueiredo (piano) é um disco pessoal e uma nova página na carreira de Cristina. Segundo a própria, "é o disco em que prometo livrar-me de qualquer preconceito, juntando realidades que se transformam gradualmente num novo-normal em que tudo é possível e as alternativas se revelam claras, nítidas


VÍDEOCLIP | "Conto de Fadas" - Aldina Duarte


Após o sucesso imediato do seu novíssimo disco “Quando Se Ama Loucamente”, título do tema feito por Manel Cruz (Ornatos Violeta) para Aldina Duarte, esta é mais uma marca da singularidade da fadista: pela primeira vez, na história do fado, Aldina Duarte canta um verdadeiro "conto de fadas" escrito pela própria, para a melodia do Fado Santa Luzia, com um arranjo surpreendente de Pedro Gonçalves (Dead Combo). O videoclip foi realizado por Aurélio Vasques.


ABZTRAQT SIR Q | "Yarnati Machine"


Os AbztraQt Sir Q estão de de regresso com um novo álbum. "Yarnati Machine" é o terceiro longa duração da banda e sucede o EP "Warmony" editado em 2012.

Gravado no Porto em 2016, o álbum foi produzido por Hugo Correia (Fadomorse, O Lendário Homem do Trigo) e é composto por 12 temas escritos ao longo de três anos. Esta edição tem o selo NAU - criado por Bernardo Devlin - e contou com o apoio da Fundação GDA no âmbito do concurso para Edição Fonográfica de Intérprete.

"Yarnati Machine" está à venda através do Bamdcamp em formato CD e mp3. O álbum será apresentado ao vivo no Sabotage Club, em Lisboa, esta sexta-feira, dia 24 de Novembro. A primeira parte estará a cargo do prog rock sem cheiro a naftalina dos Conjunto!Evite.

O vídeo do tema "The lake in the middle of the lake", realizado por Gonçalo Castelo Soares, foi o primeiro avanço deste álbum.


FUGLY | "Millennial Shit"


Dois anos depois do primeiro EP "Morning After", após muito sangue, suor e lágrimas, os Fugly seguem o seu percurso em busca do caos e da excentricidade frenética do noise e do garage, bem como a cura para a ressaca, com o novo "Millennial Shit", a ser lançado pela editora independente O Cão da Garagem.

Os millennials são a Geração Y, os jovens nascidos entre os anos 80 e os anos 90, época que culminou na maior taxa de nascimentos per capita. São a voz do emprego precário, dos estágios intermináveis, da abstenção política, dos direitos dos animais, do vegetarianismo, da erradicação dos estigmas populares, da preguiça, do aborrecimento, da legalização da marijuana, dos smartphones, da falta de emoção e capacidades sociais, da depressão antecipada, do controlo hormonal e do capitalismo forçado.

Com este mote, o álbum gira à volta do romance jovem, das noites loucas e espalhafatosas em que tudo de mau e bom acontece. O arrependimento causado por um dia seguinte cheio de perguntas sem resposta e todo o existencialismo associado.

O álbum, completamente produzido e gravado pela banda no Adega Studios, arranca a todo o gás com "Hit the Wall", "Ciao (You’re Dead)", "Millennial Shit", "Take You Home Tonight" e "Yey". Todas elas com um registo harmónico e melódico muito simples, directo ao assunto. Músicas rápidas, com pouco tempo e que em poucos versos, introduzem a história: a decadência emocional de quem acabou de ficar sozinho, perdido no meio de copos e tal, em que nem os amigos conseguem fazer nada para mudar, apenas uma epifania causada por muito desgaste psicológico. 

É em "Delirium" que temos esse ponto de viragem, o momento de reflexão. "Rooftop", "Inside My Head" e "The Sun", dão esperança à personagem de poder mudar tudo, de começar de novo e perceber a lição que foi aprendida. Vemos aqui também um registo mais apurado, fugindo um pouco à estética punk e dando-nos uma espécie de viagem ao centro do Ser. As letras são mais expressionistas e mais densas. Finalizando com uma surpresa no disco, uma música sem nome, XXXXX, Fugly homenageam o fechar de um ciclo e o recomeço de outro que estará para vir.

Pedro Feio, ou Jimmy, começou o projecto em 2015 quando se fartou de estar sempre atrás da mesa de mistura e começou a querer subir de vez em quando ao palco. Chamou Rafael Silver e, mais tarde, Nuno Loureiro para juntos descobrirem a solução para três questões fundamentais: Como se entra para as áreas secretas dos jogos do Tony Hawk? Qual a melhor cor de calças? Cerveja: gelada ou morninha?

Após mais de 40 espectáculos num ano em torno do primeiro EP, passando por festivais como Vodafone Mexefest, NOS em D’Bandada, Sumol Summer Fest, Indie Music Fest e pelo palco Super Nova, os Fugly voltam à carga em 2018 à procura de respostas com datas de apresentação em Fevereiro e uma Tour Europeia em meados de Março.


PEDRO RAPOSEIRA | "Ligações"


Cogwheel Records apresenta o LP "Ligações" de Pedro Raposeira. Projecto criado por Pedro Raposeira, com várias composições musicais que contam com a colaboração de vários amigos, músicos e vocalistas, criador de músicas que exploram diversos ambientes sonoros, numa viagem musical que aborda vários estilos.

Encontra-se já disponível para download gratuito o primeiro single, intitulado "Boas ideias", deste LP na morada https://cogwheelrecords.bandcamp.com/track/boas-ideias-diogo-contins-radio-version.

O LP encontra-se já disponível para aquisição em formato físico, digital e audição em streaming em serviços como o spotify, itunes, bem como na morada https://cogwheelrecords.bandcamp.com/album/liga-es.

Influenciado por bandas internacionais de rock alternativo/progressivo e apaixonado pela área de Design e Multimédia, Pedro Miguel Cardoso Raposeira encontrou a sua definição enquanto artista na criação de interpretações musicais originais. 

Autodidacta e autónomo, com uma tendência pelo estilo rock/pop, é um compositor português, nascido a 19 de Maio de 1984, que começou a gravar as suas primeiras maquetas em Coimbra durante os tempos de Faculdade, onde participou em vários grupos académicos e convidou vários amigos a participarem nas suas composições. 

O seu projecto consiste em gravações feitas em casa com alguns apontamentos de estúdio, com convidados que foi conhecendo ao longo dos tempos. Neste momento encontra-se em Alcobaça onde tem participado em projectos na área de Design e Multimédia, mas sempre com um pé na música.

NADA-NADA | "Horário de Verão"


Nada-Nada é Claudio Fernandes (PISTA, Cangarra, DEBUT!) a lançar cartas em nome próprio, numa espécie de paciência onde existem os naipes que assim quisermos. É um exercício pessoal de busca e questionamento da identidade, ao abrigo de uma sonoridade fresca e com raízes díspares, bebendo desde a pop mais naïve e orelhuda até ao mais pujante acorde perpetuado pelas correntes certas do rock, sem nunca dispensar passagem pelas melhores paisagens sonoras dos PALOP. 

A canção é agora a única regra vigente, onde as guitarras e a voz se juntam aos synths e drum machines. A dança é, naturalmente, elemento obrigatório — afinal de contas, estamos a falar de um dos cérebros por detrás de uma das bandas que sempre apelou ao abanão de anca. Dancemos ao som de Nada-Nada e espantemos os nossos males, por tudo mas principalmente por nada.

"Horário de Verão" é o primeiro single do longa-duração, com o mesmo nome, que verá a luz do dia em 2018. Canção simples com contornos pop, é uma homenagem encorpada às melodias mais solares do imaginário pastilha elástica, em jeito de saudosismo e desejo de um Verão interminável.

Executado, gravado e misturado pelo próprio, conta ainda com a colaboração vocal de Diana Meira (Frente Popular) e dos companheiros de PISTA, Bruno Afonso e Ernesto Vitali.

MAZGANI EM CONCERTO


Agenda:

02 de Dezembro - The Pillbox, Bethnal Green, Londres (Inglaterra)

09 de Dezembro - Casa da Cultura de Ílhavo

29 de Dezembro - Forum Luísa Todi, Setúbal

18 de Janeiro - Casa da Cultura Teatro Stephens, Marinha Grande

2 de Fevereiro- Theatro Circo em Braga

03 de Fevereiro - CCB Lisboa

03 de Março - Centro de Arte de Ovar

09 de Março - Teatro Municipal da Guarda

24 de Março - Cine-Teatro Louletano, Loulé

www.facebook.com/mazgani

FIRST BREATH AFTER COMA | Musicbox

19/11/2017

GOBI BEAR | "Our Homes & Our Hearts"


Os acordes soltam-se por caminhos simples ou volteando por labirintos de distorções e, a guiá-los, segue uma voz meiga. Nascido há 26 anos em Guimarães como Diogo Alves Pinto, Gobi Bear é um alter-ego, mais do que uma banda de um homem só.

Já estava no fim da adolescência quando sozinho, começou a dominar a guitarra. Pouco tempo depois, com um punhado de músicas na mão, estava debaixo de todos os radares de quem se interessa pela nova música portuguesa.

"Our Homes & Our Hearts" é editado pela Planalto Records. "Sealion", em parceria com a cantora e compositora Surma, acabou por ser escolhido como primeiro single deste disco produzido pelo próprio. 

O oitavo trabalho de originais inclui ainda colaborações com emmy Curl no tema "Unloved" e com Helena Silva (Indignu) em "Fall". À semelhança do que acontecera nos discos anteriores, o Urso continua a explorar um universo muito singular, onde quebra as barreiras entre o live-looping e o indie folk, qual cantautor de guitarra em punho.

Gobi Bear lançou "Demo" (2011), "LP" (2012), "Mais Grande" (2012), "Inorganic Heartbeats & Bad Decisions" (2013), "Dare" (2014), "Bare" (2014) e "Gobi Bear" (2016). Os sete mereceram aplauso da imprensa e o reconhecimento em publicações nacionais e internacionais, na rádio e na televisão. 

O artista integra a colectânea "Bons Sons" (2012), ao lado de nomes como António Zambujo, Linda Martini e Vitorino, entre outros. Nos últimos anos, integrou também outras colectâneas, como "Novos Talentos Fnac", "PLA : 007" e "Um ao Molhe".

Gobi Bear deixa as cordas soar como querem e faz canções. Ao vivo, camufla-se no ambiente ou provoca-o com barulho. Sozinho, desliga-se do mundo para o recriar.

VÍDEOCLIP | "Castle Spell" - Sunflowers


"Castle Spell", é este o primeiro avanço para o segundo álbum do duo Sunflowers. O disco tem edição agendada para o dia 9 de Fevereiro de 2018.

TERTÚLIA LUATY BEIRÃO & PEDRO ABRUNHOSA | Sons em Trânsito

LULA PENA l Teatro de Vila Real

18/11/2017

PAULO MARINHO | "Gaita de Foles em Portugal"


Paulo Marinho apresenta o seu primeiro disco a solo, "Gaita de Foles em Portugal". Álbum dedicado maioritariamente ao reportório tradicional português para este instrumento também incluí originais de vários compositores. Os diversos tipos de gaitas de fole são acompanhados por instrumentos de percussões mas também por flautas , voz, viola braguesas entre outros. São 39 temas em 15 faixas num total de 57 minutos de música.

A apresentação com alguns apontamentos musicais terá lugar dia 23 de Novembro pelas 18.45h na sede da Xuventude de Galicia na Rua Julio Andrade, em Lisboa.

Gaita de fole é o nome usado em português para denominar um conjunto de instrumentos musicais de sopro e de palheta que têm em comum a capacidade de emitir som contínuo através de um depósito flexível de ar. A sua variedade é enorme quanto às características morfológicas e musicais, correspondendo a diferentes origens geográficas e históricas.

Paulo Tato Marinho (Sétima Legião , Gaiteiros de Lisboa) nasceu em Lisboa no ano de 1964. Dedica-se às gaitas de fole como instrumentista, professor, investigador, divulgador, compositor e construtor. Começou a tocar gaita de fole em 1982. 

O seu gosto pelo instrumento nasceu no Alto Minho onde passava férias na aldeia de sua família paterna, São Pedro da Torre – Valença. Nesta zona, e abrangendo a Galiza, viu e ouviu zés pereiras e gaiteiros galegos criando desde cedo um fascínio pela gaita de fole.

Em 1983 integrou o grupo musical “Sétima Legião” e no ano seguinte o grupo de danças e cantares “Anaquiños da Terra” da Xuventude da Galiza – Centro Galego de Lisboa. Em 1992 foi um dos fundadores do grupo musical “Gaiteiros de Lisboa”. Em 1999 foi um dos fundadores da “APEDGF - Associação Portuguesa para o Estudo e Divulgação da Gaita de Foles”. Tem participado e colaborado em espectáculos e discos com vários projectos musicais.
Alinhamento:

01. Alto Minho

02. Cantigas Medievais

03. Duas Léguas

04. Valsas Portuguesas 

05. Murinheiras

06. Carvalhesa de Moimenta de Vinhais

07. Tiêrras de Miranda

08. Caminhadas

09. Corridinhos Gaiteiros

10. Penafiel

11. Coimbra 

12. Final

13. Gaitarrada

14. Lhaços Cantados

15. Stella Octangula

QUINTA DO BILL | "30 Anos de Canções e Afectos"


Os Quinta do Bill celebram 30 anos de carreira com um concerto na Casa da Música no dia dia 25 de Novembro. O espectáculo  intitula-se "30 Anos de Canções e Afectos".

A Quinta do Bill nasce em 1987 pela mão de Carlos Moisés e Paulo Bizarro, caracterizada pela sua orientação folk-rock, a banda rapidamente conquistou o seu lugar na música em Portugal.

OMIRI EM CONCERTO

FADO AO CENTRO | De Coimbra com Amor

17/11/2017

ANA MOURA | "Best Of"


Depois de em 2017 ter passado por 3 continentes dando mais de 150 concertos e de, recentemente ter esgotado os Coliseus de Lisboa e Porto, num concerto especial onde revisitou toda a sua carreira, Ana Moura lança hoje o seu primeiro "Best Of".

Este álbum é uma visita guiada por uma carreira que, em 15 anos, tomou proporções internacionais fazendo da fadista um dos maiores expoentes da cultura e do Fado no mundo.

Neste disco poderão ser encontradas canções de todos os seus álbuns e ainda temas que foram gravados para outros registos, como "Valentim" (com Bonga) editado para a homenagem a Amália Rodrigues em "As Vozes do Fado" ou "Sabe Deus" (com o israelita Idan Raichel).

Na Fnac pode ser adquirida, em exclusivo, a versão deluxe deste "Best Of", um 2CD digipack e com mais 10 temas.


DARKO | "Novembro"


"Novembro" chega-nos para desvendar mais um capítulo de "OFF", o primeiro álbum integralmente em português de Darko, projecto a solo de Zé Manel, atualmente a ser gravado e com edição prevista para 2018.

Depois de "Março", com letra de Pedro Chagas Freitas, e Junho, com a participação da jovem actriz Barbara Branco, Darko apresenta-nos um tema com cheiro a bossanova, numa versão mais alegre de si, contrariamente à melancolia a que nos tem habituado. 

O autor conta-nos a história de um amor interrompido através dos meses do ano, transformando em música o seu calendário e emocional. Novembro é o mês que marca o início da história que deu origem a esta ode ao amor que será "OFF", o terceiro álbum de originais de Darko.

Gravado por Chiara Missagia para a Ampersand video e com participações especiais de Olívia Ortiz e Michael Heverly, concorrente do programa America's Next Top Model, o videoclip de "Novembro" reflecte a luz inerente ao encontro inspirador de um novo e verdadeiro amor, após uma fase de perdição, inadaptação e luxuria vivida pelo músico.

JOÃO AFONSO | Ponte de Lima


No próximo dia 25 de Novembro, pelas 21.30h, o cantautor João Afonso apresenta-se no palco do Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima, com o seu mais recente espectáculo "20 anos de Missangas", o seu primeiro disco que marcou a música portuguesa e com o qual afirmou a sua criatividade, a par do legado musical do seu tio José Afonso.

Juntamente com a sua banda, João Afonso dará um espectáculo comemorativo de duas décadas de música, com canções criadas ao longo destes últimos 20 anos, de “Missangas” a “Sangue Bom”, que o confirmam como uma voz ímpar na música da lusofonia e mantendo um estilo distintivo, marcado pela inovação e riqueza de composições.

VÍTOR BACALHAU VENCE O EUROPEAN BLUES CHALLENGE PORTUGAL 201


Vítor Bacalhau foi eleito o representante português no EBC de 2018.O músico irá representar Portugal no mês de Março de 2018,  na Noruega.

É a segunda vez que um artista da Mobydick Records ganha este concurso , os primeiros foram os "Budda Power Blues" no ano de 2016.

CARTAZ | Concerto

SAMUEL ÚRIA | Vodafone Mexefest

16/11/2017

SPILL | Discurso Direto


Os sPiLL são uma banda de rock. O percurso peculiar dos seus membros, alguns deles com carreiras reconhecidas no jazz, outros no rock, outros em ambas, aliado a influências que vão dos QOTSA, PJ Harvey, Radiohead, Deerhoof, a Hendrix e Van Halen, cria o som do grupo. “What Would You Say?” é o título do  novo registo da banda. «Uma viagem à mente Inebriada de um Mr.Hyde em modo de festa, surrealismo e luxúria, com momentos de pés no ar, e outros de cara no chão.» André Fernandes, é hoje meu convidado em "Discurso Direto".

Portugal Rebelde - O que é que separa os Spill de 2005 e 2017?

André Fernandes - Quase tudo excepto que são ambos fruto da mesma mente, a minha, e ambos projectos totalmente fora daquilo que as pessoas (dentro do jazz) estão habituadas a esperar de mim. Digamos que o meu lado ligado à música com improviso é o Dr.Jekyll e os SPiLL são o Mr.Hyde. Em 2005 tive a necessidade de criar algo que incorporasse aquilo que andava a ouvir e era para mim uma novidade, música com componente de dança, com electrónica, mas também misturada com o lado humano e "real", com instrumentos como guitarra, bateria acústica, etc. Andava a escrever (como sempre) coisas que guardava na gaveta por não as poder incorporar nos meus discos de "jazz", e decidi criar uma banda para poder explorar e tocar essas coisas. Foi os SPiLL, com o Kalaf, Marta Hugon, João Gomes, Miguel Amado, André Sousa Machado e DJ Ride às vezes, ou o Nery. Tocámos muito e em muitos sítios muito diversos, desde bares de má fama no Cais do Sodré (que na altura não era o sitio da moda limpinho e cheio de turistas que é agora), até ao Pequeno Auditório do CCB, ou Paredes de Coura. Depois tive que parar esse grupo por estar envolvido noutras coisas. Aquilo que entretanto ia escrevendo e "pondo na gaveta" foi-se chegando inevitavelmente aquilo que sempre foi a minha base e amor musical (entre outros), o rock. Decidi acordar o Mr.Hyde de vez, e pôr tudo cá para fora. Isso é os SPiLL de 2017. Que estão cá para ficar.

PR -  Mais ou menos a meio de “What Would You Say?”, surge um tema instrumental em que a tua guitarra não disfarça a tua fonte inspiração, Queens of Stone Age. Este é de alguma forma um tributo que prestas a uns nomes de proa do rock atual?

André Fernandes - Esse tema chama-se "Homme". Acho que o tributo é bastante assumido. No entanto os QOTSA, apesar de serem uma das minhas bandas favoritas, estão longe de ser "A" minha inspiração. Aquilo que me inspira abrange décadas, continentes e pessoas de todos os cantos da vida que levei até agora. Os QOTSA são muito fixes, mas há todo um mundo de influências que carrego (como imagino todos os músicos) comigo e que uso para me exprimir com a música que escrevo.

PR - As horas de estudo que passaste no Hot Club não foram capazes de “domesticar” o nervo da tua guitarra?

André Fernandes - Claramente que não. E ainda bem.

PR - Qual é o tema que melhor caracteriza o “espírito” deste “What Would You Say?”?

André Fernandes - "What Would You Say?" é um disco que tem um pé na sombra dos SPiLL de 2015, em temas como "White", e outro pé nos tomates dos SPiLL de 2017 e futuro. O lado de temas como "Get Away" ou "Super Sexy Fight Song" apontam melhor para o que a banda é ao vivo, e será no próximo disco. Apesar de já termos crescido muito desde que gravámos o "WWYS?", pelo que o próximo disco, que vai sair ainda em 2018, vai ser bem mais "bojarda".

PR - João Firmino dos Cassete Pirata, disse numa entrevista ao Ípsilon que «o jazz é sempre mais uma viagem ao umbigo do líder, enquanto na pop a premissa é mais direta.» É mesmo assim”?

André Fernandes - Adoro o Pir (Firmino) e os Cassete. mas por acaso não me revejo nessa frase, embora os SPiLL não façam pop, mas rock, o que é importante para o que vou dizer a seguir (também é possível que não esteja a perceber o sentido do que ele quis dizer). Eu não diferencio a premissa entre fazer música para os SPiLL, ou para um disco de jazz, ou se estou a gravar guitarras para o DJ Nery, ou para o Rocky Marsiano, ou para a Maria João. Acho que em primeiro lugar escrevo/toco para mim, tentando fazer algo que me entusiasme enquanto fã de música, e fazendo isso honestamente e o melhor que conseguir espero atingir as pessoas que possam eventualmente partilhar desse meu gosto, e das minhas escolhas e propostas, de forma a proporcionar-lhes uma experiência fixe ao ouvir o resultado final, seja a destruir amplificadores com demasiada distorção, ou num disco de jazz. A diferença é que no jazz essas pessoas são 7 e no rock essas pessoas podem ser bem mais! É claro que quando queres chegar ao teu público num universo muito saturado de propostas, como é o do rock, pop, etc, tens que ser menos "recluso" e pensar realisticamente na forma como vais disponibilizar a tua música, com que imagem, através de que meios etc, com videoclips, e entrevistas, e bla bla, porque senão não chegas a ninguém, por muito boa que seja a musica. Mas tudo isso, para mim, vem depois da fase de criação. Não antes. Os músicos de que eu gosto têm sempre muito do seu "umbigo" no que fazem, é essa identidade que a mim me atrai, seja no rock, pop, ou jazz. Fazer parte de uma vaga, ou moda de som ou estilo nunca se me apresentou como algo minimamente atraente. Gosto daquele pessoal que faz a sua cena e que se lixe o que está ou não na moda. Alguns deles têm sorte ou persistem o tempo suficiente até encontrarem o seu publico e podem até chegar a ter imenso sucesso. Muitos deles aliás. Só que esse sucesso tende a ser mais duradouro do que o sucesso rápido de alguém que apanha boleia do que se passa num determinado momento, porque no fim, quando a poeira assenta, só o que estavam a puxar a carroça é que ficam de pé. Por isso mais vale arriscar e fazer o que gostamos mesmo e sentimos ser mesmo nosso, em vez de pensar no que é que iria funcionar melhor naquele mês para a rádio comercial. Este comentário vai bem mais além do assunto levantado pelo Pir! Ele é um tipo que acho que faz o que gosta mesmo, e o que sente ser ele próprio, e nesse aspecto estamos em total sintonia.

PR - Para terminar, numa frase como caracterizarias este disco?

André Fernandes - Uma viagem à mente Inebriada de um Mr.Hyde em modo de festa, surrealismo e luxúria, com momentos de pés no ar, e outros de cara no chão.




AS GUITARRAS NÃO TÊM SAUDADE | Coimbra


Encerra este sábado (18 de Novembro) o ciclo de concertos de guitarra promovido, este mês, pela Fundação Bissaya Barreto: três noites singulares com alguns dos mais desafiantes intérpretes de cordas nacionais.

O dedilhado frenético e espontâneo de Tó Trips em conjunto com a percussão experimental e tribalista de João Doce, e os sons exploratórios pintalgados de harmonias folk do trabalho nas seis cordas de Jorge Coelho são as últimas duas propostas de um ciclo que ousou fazer-nos viajar pela qualidade e originalidade de alguns dos artistas portugueses que fazem das guitarras o local onde o futuro acontece. O encontro de Tó Trips e João Doce dá-se a meio caminho entre o álbum de estreia do primeiro e um café melancólico em Esmoriz.

Se Tó trazia a sua "Guitarra Makaka" e o imaginário do velho oeste, da boémia lisboeta, a tradição cubana a lembrar Marc Ribot dos seus Dead Combo, João trazia o compasso dado aos seus Wraygunn, onde talha o som da banda a machado sobre rolos de madeira. 

No encontro, dá-se o diálogo meticuloso, sensível e efusivo que resulta no primeiro disco em conjunto "Sumba". Tal como nesse sítio imaginário, no sábado, na Casa Museu Bissaya Barreto, o tempo não vai existir. Tudo é será contemplado, admirado, belo e impoluto.

A noite arranca com Jorge Coelho, um dos segredos mais mal guardados do panorama nacional. Músico de muitas aventuras, dos Cosmic City Blues aos Zen, à composição de bandas sonoras em parceria com Alexandre Soares ou Adolfo Luxúria Canibal. Actualmente podemos ouvir Jorge Coelho como guitarrista dos Torto, ao lado de Jorge Queijo e Miguel Ramos. A solo, como numa pausa, pousa a guitarra ao colo para divagar por entre um imaginário sem lugar para o entretenimento persuasivo.

Com três discos editados, Jorge Coelho parece convencer-nos que a vida é um jogo de contínuas subidas e descidas de tom. O poema é agora a alegoria de um mundo dissonante, desenhado numa incerteza melódica tremendamente crua. O mesmo mundo que ecoar pela Casa Museu.

RAQUEL RALHA & PEDRO RENATO | Sabotage


Raquel Ralha e Pedro Renato trabalham juntos desde os tempos dos Belle Chase Hotel. Prosseguiram caminho com Azembla’s Quartet, Ellas e, mais recentemente, com Mancines.

A convite do programa “Cover de Bruxelas” que passa semanalmente na Rádio Universidade de Coimbra, juntaram-se nos Estúdios Blue House, pela primeira vez, como um duo, para gravar três "covers". 

Foi na frequência de 107.9 FM, a 11 de Dezembro de 2016, que ouvimos, pela primeira vez, as versões de “​Nerves” (Bauhaus), “Peek-A-Boo” (Siouxsie And The Banshees) e “Right Now” (Herbie Mann / Mel Tormé). Esta “Cover de Bruxelas Session” foi o motor que deu arranque a “The Devil’s Choice Vol. 1” - disco integral de versões que foi editado dia 10 de Novembro de 2017, com o selo da Lux Records.

«Cruzados os nossos caminhos há mais de vinte anos - e não tendo nós parado de trabalhar juntos desde então - chegou, finalmente, o momento de fazermos um registo de músicas que ouvimos numa fase longínqua das nossas vidas e que, por razões semelhantes, nos transmitiram algo de importante nesse crescimento. 

A minha ligação musical com o Pedro Renato tem cumplicidade e complementaridade inatas e, também por isso, este é um disco que nos traz uma satisfação pessoal muito particular. Uma selecção difícil e penosa que deixa muitos outros temas para uma possível sequela deste álbum. Aqui, a temática preponderante gira em torno da atracção pelo lado negro, porém fascinante, do que é esta coisa confusa, misteriosa e viciante de “viver”, “amar”, “ser”.» (Raquel Ralha)

«Com adolescências apaixonadas e pontuadas por milhares de músicas que ficaram gravadas nas nossas vidas, reduzir esse universo galáctico a 537000 estrelas musicais já não foi, por si só, uma tarefa fácil. A partir daí, para fazer um "podium" com onze temas vencedores, não havia dúvida que teria de ser através de um rigoroso processo de "Venha o diabo e escolha...". 

Daí termos que lhe atribuir os devidos créditos no título desta compilação. Nasceu assim "The Devil´s Choice vol.1". Volume 1 porque o justo seria dar a mesma oportunidade a tantos e tantos artistas igualmente importantes para nós e que ficaram em suspenso nesta primeira incursão no mundo das recriações musicais. Para eles, aqui vão as nossas desculpas; não foi culpa nossa, mas sim... The Devil´s Choice!» (Pedro Renato)

25 de Novembro - Sabotage, Lisboa


NÃO SIMÃO | Lisboa


Depois de darem a conhecer o primeiro tema do disco de estreia, os não simão preparam-se para levar a palco as músicas que fazem parte de "Se houvesse vida aqui".

No próximo sábado, dia 18 de Novembro, no Teatro do Bairro, em Lisboa, Simão Palmeirim (voz e guitarra), José Anjos (bateria), Pedro Fernandes (baixo), Ana Raquel (saxo barítono) e Marco Alves (trombone de vara) propõem um passeio intimista pelas histórias que compõem o seu imaginário único: português, optimista e descomprometido.

E, para tal, nada melhor que o fazerem rodeados de amigos. Por isso, convidam um dos grandes nomes do jazz nacional, o contrabaixista Carlos Barretto, e a cantora e compositora Madalena Palmeirim.

Dia 18 de Novembro, com o apoio da Sociedade Portuguesa de Autores e da Gerador, "Se houvesse vida aqui", no Teatro do Bairro, pelas 23.00h.

A noite segue longa com as escolhas musicais de mais duas amigas: Cláudia Marques Santos e Cláudia Duarte.

Entrada: 5€

BRANKO | Casino Lisboa


Carlão, Diogo Piçarra e Cachupa Psicadélica são os primeiros convidados anunciados para o concerto de Branko no Casino Lisboa, a 4 de Dezembro. Ao mítico membro dos Da Weasel e reconhecido MC português junta-se agora Diogo Piçarra e Cachupa Psicadélica. O encontro está marcado para as 22.00h e é de entrada livre.

Estes nomes não são de estranhar, pois todos eles já colaboraram com o produtor. Carlão e Branko juntaram-se para produzir “Os Tais” e “Batalha”.

Diogo Piçarra é hoje um dos músicos portugueses com presença mais expressiva na Internet, através das redes sociais e dos portais de streaming de música. Branko colaborou com Diogo Piçarra em temas como “Caminho” e “Erro”.

Outro dos nomes anunciados é Luís Gomes, cabo-verdiano mentor do projeto que assina Cachupa Psicadélica, e que participou no álbum “Atlas”, lançado em 2015, com a música “Paris-Marselha”.

Este será um concerto especial, de entrada livre, onde Branko juntará vários amigos em palco num ambiente de festa, como o foi em Outubro, quando Branko esgotou o Estúdio TimeOut na festa comemorativa da coletânea "Enchufada na Zona", em que convidou Kking Kong, Dotorado Pro, Rastronaut e a inglesa Mina.

CARTAZ | Concerto

B FACHADA CANTA ZECA AFONSO | Musicbox

/>